• m.EU

(Final) Porque porta-vozes sociais fragilizam a visão dos negócios.


Se a voz do povo é a voz de Deus, entenda: Representação social não é o povo!

Nos três textos anteriores fomos veementes na abordagem sobre a diferença entre os agentes ativos e os agentes não-ativos que influenciam o crescimento do seu negócio ou instituição, pública ou privada. Esta insistência é porque consideramos que, uma vez compreendido este ponto, nunca mais você ocupará tempo repetindo os mesmos caminhos abordando sempre apenas 1/3 do seu potencial esperando por resultados maiores.

Nas nossas pesquisas e nos últimos 7 anos de experiência observamos que existem dois níveis de agentes ativos influenciando negócios e negociações; o primeiro nível é composto por aqueles que obtém, de alguma maneira, a oficialização do papel de formador de opinião e de representatividade. O segundo nível é composto por aqueles que replicam, repetem e amplificam essas vozes, os seguidores. Ora, seguir alguém neste contexto é visto como concordância absoluta sobre as ideias e ideais e, também, sobre todo e qualquer pensamento e conduta colocada nesta relação. É assim, em geral, e é limitado.

A limitação vem por alguns aspectos importantes a serem considerados como estabelecer a força da criação de um mito. O mito do vencedor, o mito do poder de condução e transformação, o mito de ser o salvador e portador da esperança, o mito de ser aquele que ouve todas as dores e tem empatia por elas. No entanto, é importante saber que estes mitos não passam da percepção, do diálogo, da simpatia e, tampouco, da eleição pessoal do segundo nível de agentes ativos de um território. Agentes não-ativos estão longe de escolher qualquer mito que os represente. Eles separam Deus de religião, separam times do coração de futebol, separam política de politico, separam representatividade de ação efetiva e separam marcas das suas boas ações. Agentes não-ativos - 2/3 que a sua comunicação não atinge - desejam relacionamento e solução individual antes de qualquer outra coisa!

É comum entidades representativas (primeiro nível de agentes ativos) que possuem porta-vozes sociais oficiais desenvolverem agentes sociais ativos (segundo nível) e construírem relações onde estes se posicionam intencionando ramificar opiniões e expressões na sociedade. Ambos caminhando pela mesma expressão ideológica, crenças e intenções, transitam tornando-se coesos entre si e gerando a equivocada percepção de que isto é parte dos resultados de alcançar a maioria e de que suas opiniões são tendência e, certamente, serão a verdade em pouco tempo. Todo este grupo sente rápido e intimamente as mudanças, decisões e discursos (práticos ou filosóficos) e criam a idéia de que toda a população recebe, aceita e percebe tais influências. Não é verdade!

As agentes ativos preferem se afastar da sapiência popular (agentes não-ativos) e estar mais próximos daqueles que dizem possuir competência social porque são oficialmente representativos. Isto acontece pelo medo de perder espaço, por terem que lidar com as nuances da verdade entre o universo dos não-ativos e eles próprios. É de igual relevância compreender que no mundo dos agentes ativos as bandeiras levantadas são sempre mais importantes do que as necessidades reais demandadas pelo mundo. Algumas vezes bandeira e necessidades reais coincidem, na grande maioria das vezes não; é por isso que você leva tanto tempo para avançar nos seus resultados de consumo, no sentido amplo da palavra.

Claro, é fundamental respeitar a importância do papel de cada um nestas relações de consumo, influência e decisão. Sabendo dessas diferenças podemos compreender que separar essas raias de ideários e necessidades nos leva a avançar em terrenos inexplorados e a avançar na nossa capacidade de crescimento e perenidade. Atualmente quem participa ativamente está navegando num mar que não muda suas águas; o modelo de conversa é bem definido - mesmo inconscientemente - com clareza de vantagem sobre quem manobrar. Os agentes ativos manobram você e a eles próprios, ninguém mais. Estabelecem o diálogo politico e institucional necessário para manter a panela em banho-maria, os seus resultados e os deles e, com isso, gerar a percepção de que todo o resultado está aquecido e a mudança é assim mesmo, leva tempo.

Concordamos que a mudança leva tempo, no entanto, a escolha dentro da realidade transparente, honesta e focada na verdade de quem está fora da panela, não leva tanto tempo assim (mesmo tempo sendo relativo). Quem não participa tem seus motivos para não participar, o que não quer dizer que estejam bloqueados a assumirem protagonismo e relevância, inclusive para escolher você. E avançar nesta questão agora é mais do que entender esta diferença entre os dois universos, é observar seus resultados (os verdadeiros) no que tangem ao controle do seu ativo: pessoas. Ativo enquanto bem no negócio, enquanto capital humano/financeiro: capital-pessoas-ativas.

Construir para si um “capital-pessoas-ativas” passa pela revisão de abordagem de quem você é para conectar-se às realidades individuais que são impactadas e influenciadas por você. Por isto ela é recompensadora, não apenas no aspecto financeiro (principalmente este) mas, também, nos aspectos que envolvem os desafios institucionais, governamentais, de articulação sócio-política, nos resultados de sustentabilidade e de inteligência e em todos os outros que promovem valor. Todo valor, todo capital-pessoa-ativa, aumenta seu consumo, aumenta o valor financeiro e econômico para o qual você acorda e se mantém todos os dias.

Pense sobre isso: existe 2/3 de capital-pessoas-não ativas esperando para serem ouvidas, abordadas, compreendidas e ávidas por consumir.


Se você quer compreender melhor acompanhe nosso blog ou entre em contato com a m.EU pelo e-mail contato@clubemeu.com.br


_________________________________________________________________

Leia os textos anteriores em https://www.clubemeu.com.br/meublog/porque-porta-vozes-sociais-fragilizam-a-visão-dos-negócios , em https://www.clubemeu.com.br/meublog/porque-porta-vozes-fragilizam-a-visão-dos-negócios-parte-2 e em https://www.clubemeu.com.br/meublog/porque-porta-vozes-sociais-fragilizam-a-visão-de-negócios-parte-3


(Foto extraída de https://goo.gl/images/xpn7NZ)

34 visualizações

Posts recentes

Ver tudo

Copyright © clubemeu - 2018 

  • Preto Ícone LinkedIn
  • Preto Ícone Facebook
  • Preto Ícone Twitter
  • Preto Ícone Instagram