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(03) Porque porta-vozes sociais fragilizam a visão dos negócios.

Atualizado: 15 de Ago de 2018


No ano de 2009 inciamos pesquisas comportamentais onde o indivíduo observa a si e ao seu mundo individual e particular - como objeto de análise crítica -, e encontramos uma tendência que foi sendo confirmada ao longo dos 8 anos seguintes, tanto nos universos corporativos como no governamental: a diferença entre agentes ativos e não-ativos de um território. Temos falado deles nos últimos dois textos de modo a começar a provocação sobre quem está sendo ouvido e onde realmente está a “verdade”.

A proporção entre os agentes ativos e não-ativos dentro de um território é de 30% e 70% respectivamente, admitindo variações de até 5% para mais ou para menos. Isto significa que, definitivamente, a maioria não está envolvida no processo de decisão global da própria vida. Obviamente, no geral as pessoas possuem capacidade e autonomia para tomadas de decisões a respeito de quem são e de como conduzirão suas vidas, contudo, se estamos falando dos processos, diálogos e momentos de decisão maiores e que são influenciados pelas campanhas de MKT, comunicação, sustentabilidade, diálogo social, consumo de commodities, participação em algo mais significativo, consumos sociais voltados à projetos institucionais e politico-sociais, acredite, a maioria não está decidindo, não está definindo valor da realidade e nem escolhendo você!

Acreditamos que ideologias trazem à luz questões importantes na vida social e devem ser consideradas e defendidas; e que temas como a intensificação da luta pelos direitos das mulheres, questões que envolvem a igualdade entre raças, religiões, a liberdade de expressão, a democracia, entre tantos outros exemplos que estão latentes no Brasil atualmente, devem ser consideradas relevantes. Sabemos, no entanto, que entre o tema e sua importância, a voz expressiva da minoria e o silêncio ensurdecedor da maioria, estão as distorções da realidade e todos os outros motivos pelos quais seu negócio não avança ou avança consideravelmente lento perto do que poderia ser.

A evidenciação da existência de dois universos sociais pode causar espanto a muitos discipulos dos grupos ideologicos e das coletividades, assim como os estudiosos ideologicos que reforçam a ideia de que devemos seguir a onda porque ali está a realidade. Esta minoria é aquela que se esconde atrás de uma ideologia para ter um ideário social ou comum, promovido ou defendido por um líder, por uma representação de algo espectral, irreal. O ideal coletivo justifica sua luta, uma bandeira; não exigem ações diárias de transformações pessoais para se mover porque estes agentes ativos são apaixonados pela bandeira que defendem e sua publicidade enquanto, diametralmente opostos, os agentes não-ativos esperam e nutrem esperança pela solução para as questões individuais das suas dores e desejos, mesmo que isto não seja propagado a todo canto.

Não significa que o agente não-ativo quer se isolar da sociedade, renegar às suas obrigações ou desmerecer seus direitos; ele quer, na verdade, ser ouvido intimamente e muito particularmente, quer ter esperança de que é possível ter retorno positivo de uma máquina capitalista consciente e uma máquina governamental que os atenda. Uma vez atendidos, o sucesso é resultado bilateral, o engajamento, mobilização e defesa se tornam naturais, permanentes e verídicos por tanto tempo quanto permanecerem a honestidade nas relações, o diálogo e a transparência dos papeis de cada um.

O agente não-ativo, o qual chamamos de indivíduo-individual, está na inércia do consumo social operante, ativo e lucrativo por falta de convicção intensa e persistente em algo tangível. Faltam a ele motivações para acreditar e tomar uma decisão prosperamente recíproca. Não é difícil lidar com ele e nem torná-lo parte de você e das suas estratégias, entretanto, compreenda: Ele não está te escolhendo porque sua linguagem e seu diálogo é voltado à minoria fixada no que é interessante superficialmente e no que serve aos agentes ativos e seu mundo; mundo este bastante diferente do que a maioria não-ativa sente, precisa e espera. A necessidade recorrente de refazer o seu trabalho de vendas, de comunicação, inteligência e demais questões institucionais estratégicas pro sucesso e para reputação do seu negócio, vem daí: você está falando com as pessoas erradas (apenas 1/3 do seu público), de forma desvirtuada da realidade que, da forma correta, pode elevar sua capacidade e presença como negócio.

Na próxima semana publicaremos o último texto desta série e se você quer compreender melhor acompanhe nosso blog ou entre em contato com a m.EU pelo e-mail contato@clubemeu.com.br


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Leia os textos anteriores em https://www.clubemeu.com.br/meublog/porque-porta-vozes-sociais-fragilizam-a-visão-dos-negócios e em https://www.clubemeu.com.br/meublog/porque-porta-vozes-fragilizam-a-visão-dos-negócios-parte-2


(Foto extraída de https://goo.gl/images/QvPuwE)

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