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O consumo (quase) ignorado que pode mudar todo o jeito de fazer negócio!

#consumosocial #consumoconsciente

Para não fugirmos do óbvio, especialmente na era do capitalismo consciente, o foco principal está no monitoramento e condução dos canais de consumo de bens e serviços e todo o desafio para o aumento das vendas e da lucratividade de cada negócio. Nada de errado, essencial (claro) porém, enfraquecido cada vez mais se vinculado apenas ao consumo do tangível.


Vamos entender o tangível a partir da definição de consumo por Gil Belmiro Cabrito descrito, de forma global, como uma atividade econômica que consiste na utilização ou aquisição de bens e/ou serviços de todos os agentes econômicos que desejam corresponder às suas necessidades. Entendendo 'agente econômico' como todos os que fazem parte da produção do consumo e do próprio consumo. Você, a própria empresa que produz (e consome de volta o resultados do seu consumo), o governo que usufrui da relação produção, compra e venda entre você e negócios bem como, eventualmente, das ONGs, associações, familiares, fornecedores, entre tantos outros que estão envolvidos nesta cadeira de relacionamento de consumo.


Muito bem, equilibrados os parâmetros do tangível e, sabendo que já não são suficientes para aumentar presença no mercado, por qual motivo são ignorados os fatores intangíveis? O consumo do intangível, aliás, é (e sempre foi) um dos fatores que provocam o consumo do tangível e há anos vem se intensificando - mostrando escancaradamente sua presença - com real significância para grandes resultados corporativos e, também, governamentais e do terceiro setor. E esta intensificação do intangível gerou o movimento de empresas (e governos) a posicionar-se com mais clareza e presença em questões de saúde, segurança, inteligência, sustentabilidade, cultura, diálogo social e projetos de presença em comunidades de impacto. Governos se tornaram mais interessados em tensionar as relações institucionais, ONG’s e associações se tornaram mais presentes... e as pessoas, mais confusas e menos atendidas. Pergunte aos negócios, confirme: é comum sentirem que quanto mais oferecem, mais são sugados sem resultados que não os levem a uma relação de co-dependência e de desequilíbrio no resultado do consumo.


Soa estranho? Soa sim, mas não para nós. Consumo do intangível é parte do que chamamos de Consumo Social, o consumo o qual são considerados os fatores bio-sociopolíticos do indivíduo nos MEGA’s (Micro Espaços Geográficos de Atendimento) onde ele vive, estuda, trabalha, constrói percepções e sente suas necessidades consistentes de interação e escolha. Fatores bio-sociopolíticos envolvem o consumo dos bens e serviços tendo como premissa, inquestionável, o consumo a partir das ligações culturais, históricas, religiosas, emocionais, vivenciais, estruturais, conjunturais, políticas, sensoriais, de identidade, das relações com agentes territoriais, de comunicação e expressão e, resumidamente, das singularidades de cada experiência. Excluindo a visão de grupos como princípio consciente e necessário (grupos são outro nível de expressão) e as ideologias de forma geral.


É por isto que soa estranho que tantas iniciativas (plausíveis e saudáveis) ainda não estejam alcançando o nível necessário e desejável de consumo nem para negócios (governos e terceiro setor) e nem para os consumidores-indivíduos. O aumento do posicionamento dos negócios não chegou ao Consumo Social relevante onde o indivíduo se torna engajado a consumir o tangível e o intangível do que a ele é oferecido com perenidade porque ele – indivíduo – não é ativado, alcançado e escutado individualmente e “de dentro para fora”. Ele é (pseudo)ouvido pelos poucos que se expressam em grupos e determinam parametros (frágeis e volúveis) de consumo do tangível.


Qualquer que seja o negócio o desafio é estar em primeiro lugar (financeiramente ou no coração do consumidor); isto vale a compra de produtos, de doações ou e de decisões que mudam realidades. A regra é a mesma: atuar de forma a vender mais e resguardar/construir reputação possível, perene e constante.


A pergunta continua recorrente: Como ser relevante, presente e parte da vida de cada consumidor?


A resposta começa por entender as relações, necessidades e decisões – proativas e reativas – de cada indivíduo em suas estruturas e conjunturas sustentáveis que impactam e/ou influenciam a vida, percepção e pertencimento de cada um em seu território. Desenvolver e atuar nestas percepções para o consumo e engajamento para àquilo que atende aos seus desejos, obrigações, necessidades e às suas singularidades. Sem excluir nenhum destes fatores.


Esta troca, certamente, eleva o negócio, gera mais riqueza e atende ao novo modelo de consumo consciente que mantém todos unidos e relevantes em suas relações cotidianas.


Quer entender mais? Quer ler sobre algo específico? Envie um e-mail para contato@clubemeu.com.br


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