• m.EU

A Singularidade e o precipício


Ao ler o texto de encerramento deste mês lembre-se: ao singular todos os sentimentos são válidos, afinal, somos humanos. Aos singulares, no entanto, a premissa mais forte é sobre QUEM COMANDA QUEM. "Ser singular é ser diferente das massas. Ser singular não é aceitar o seu próprio destino - ou como muitas religiões dizem, "seu karma".


Ser singular é saber pegar um pedaço de papel, um lápis, uma borracha e escrever sua própria história. Lápis e borracha sim, porque o singular não se prende ao imutável e a qualquer momento, ele pode apagar e reescrever seu destino.


Porém apenas a possibilidade e de exercer esse poder assusta e até mesmo aterroriza os que não estão preparados para a singularidade - em especial quando estão diante de um momento de grande transformação.


Quantas vezes você se viu diante de momentos que poderiam transformar toda a sua existência, mas teve medo de seguir em frente?


Como você reage ao chegar à beira de um precipício? Uns nem chegarão perto. Alguns até chegarão próximo do despenhadeiro e contemplarão o horizonte, tirarão selfies lindas, mas não se aventurarão a seguir em frente. Outros - sem preparo nem conhecimento - tentarão desafiar o precipício mas se machucarão muito e, traumatizados, jamais chegarão perto novamente de tal desafio. Também existem os preparados tecnicamente, que enfrentarão esse momento com um rapel, mas sua viagem será longa, árdua e penosa, enfrentando pedras e colecionando cicatrizes, sempre de frente para o paredão do precipício e presos à ele - pois para eles só interessa a segurança da viagem e não a viagem em si - e logo chegarão ao chão, com o menor risco possível.


Mas os singulares saberão como lidar com o precipício. Eles sabem que será difícil - afinal de contas, não é fácil se libertar de dogmas pessoais, o medo e o peso de todas as vezes que disseram que "você não conseguiria", que "isso era impossível". Porém os singulares aprenderam a se concentrar e focar seus objetivos para esse momento importante: eles checaram cuidadosamente seu parapente ou asa-delta, eles observaram a direção do vento e por último, contemplaram o horizonte infinito que o aguardava e se preparava para recebê-lo, ansiosamente.


Então o singular salta, salta sem medo e aproveita cada segundo, cada instante desse momento divino para o qual ele se preparou tanto. Ele observa a paisagem de cima, contempla a beleza de sua ação e percebe o quão foi importante e maravilhoso ter tomado essa atitude, corajosa e pessoal. Finalmente, ele sente o poder e a plenitude de ser singular, de ser único, de não seguir aquilo que prepararam para ele a vida toda, de superar paradigmas, de alçar voos e conseguir ir muito mais além do que um dia poderia ter imaginado, pois no final, o singular aterrisa em segurança, muito, muito distante do local da sua partida.


Ele não apenas planejou e preparou o seu passeio, ele se tornou PARTE desse passeio.


Enfim, nesse momento único, finalmente ele compreende a beleza e a magnitude da singularidade.


Então, vamos voar?" - Texto de autoria de Fábio Marchi, bacharel em direito, DRT em Jornalismo, proprietário de um dos veículos de comunicação mais relevantes do Mato Grosso do Sul e leitor do m.EU próximo passo: A Singularidade em resposta à m.EU ao tomar a decisão de aceitar mais uma fase de transição relevante na vida.


Nos sentimos felizes em você estar conosco!


Joy & Lucas

0 visualização

Copyright © clubemeu - 2018 

  • Preto Ícone LinkedIn
  • Preto Ícone Facebook
  • Preto Ícone Twitter
  • Preto Ícone Instagram