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(01) Se você soubesse o quanto é prejudicado, o que faria?

Atualizado: 30 de Ago de 2018


Nossa especialidade é “pessoas” e o que fazemos no nosso dia a dia é mobilizá-las e engajá-las para que elas possam ganhar voz e serem ouvidas. Não temos a pretensão de assumir a vida das pessoas no lugar delas e nem temos a intenção de determinar o que é bom ou ruim para o crescimento de cada uma. Mas existe um fato incrível aqui: nós entendemos o porquê das pessoas estarem insatisfeitas, de estarem exaustas e não aguentarem mais viver neste mundo e nestas relações humanas como elas estão.

Antes de seguir lendo, saiba que não estamos falando de autoajuda, estamos falando de todos sabermos o óbvio (inclusive você): estamos sendo prejudicados e a maioria não tem feito nada para mudar isso. Não estamos também procurando culpados, você vai entender o que tem acontecido; estamos trazendo uma provocação sobre ser o momento de deixar o prejuízo comandar. Isto inclui falarmos de você e da sua participação naquilo que é realmente importante, acima de todo o resto: sua vida.

Curiosamente, falar em pessoas (genericamente) pode te levar a pensar que “pessoas” não inclui VOCÊ. Nós sabemos, é comum ver a circunstância alheia, falar dos outros, discutir o incômodo geral e não se incluir. A inclusão exige responsabilidade, a sua responsabilidade neste grupo de pessoas. Então queremos que você saiba que nós não te vemos como parte de um grupo de pessoas (trataremos disso em outro texto), nós percebemos você como singular, específico, unitário, peculiar em suas necessidades e exigências. VOCÊ é você, não tem ninguém mais que o substitua.

Por qual motivo é importante definirmos este nosso ponto de vista sobre você? Porque o que faz sentido no nosso trabalho é zelar e cuidar da individualidade (chamamos de indivíduo-individual) antes de qualquer movimento em grupos. A individualidade é, além de o seu maior poder e a mais poderosa ferramenta de mudança, o que levará você a qualquer lugar e estado de vida que desejar de forma prática, vendo resultados reais.

Muito bem, começamos falando que conhecemos profundamente as pessoas e queremos explicar o que isto significa do nosso ponto de vista com um exemplo para que você perceba se faz sentido para você: No segundo semestre de 2008, enquanto estávamos trabalhando em dois municípios – somando 110.000 pessoas – no centro-oeste brasileiro fomos desafiados a incluir as pessoas no cotidiano de uma empresa privada. O diálogo da empresa com as pessoas era focado em gente com interesse político junto a partidos ou com o governo, líderes de bairros ou de instituições locais, representantes da imprensa, o próprio governo, sindicatos e outros.

A empresa acreditou por muitos anos que tudo o que estas pessoas diziam representava o que a maioria desejava. Acontece que das 110.000 pessoas que viviam lá, estas com quem a empresa falava diretamente (olho no olho) não passavam de 300 pessoas. E quando pedíamos para estas 300 pessoas alcançarem as outras pessoas para falar e entender cada uma delas, não era possível atingir mais de 33.000 pessoas nas cidades. Quer dizer então que a empresa acreditava que 33.000 pessoas sabem o que as outras 77.000 pessoas sentiam? SIM, era assim que a empresa acreditava. Precisamos dizer que não era verdade?


Descobrimos que 77.000 pessoas – cada uma delas individuais –, não concordavam totalmente ou com partes do que foi dito sobre como elas se sentiam naquelas cidades e na relação de vida com a empresa. Descobrimos isso quando, baseados no que ouvimos da minoria, elaboramos propostas e projetos super interessantes de envolvimento e não deu certo; deu tudo errado e deixamos as pessoas nas cidades mais chateadas, mais distantes, mais silenciosas e isto nos prejudicou. Eram sempre as mesmas 300 pessoas (e seus seguidores) que apareciam para participar, com interesses errados, querendo tirar vantagens, procurando formas de gerar dependência entre a empresa e elas para que obtivessem da relação “algum meio de sobrevivência”. Isto parece familiar para você quando observa sua cidade?


Resolvemos então mudar a forma de pensar e de entender as pessoas destas duas cidades. Tomamos algumas medidas: a) por um tempo deixamos de ouvir aquele grupo anterior; b) fomos direto às 77.000 que não falavam; c) experimentamos olhar para as pessoas uma a uma e não como grupos com rótulos. O resultado foi incrível!


Descobrimos que: a) cada uma das 77.000 estavam desacreditadas, cansadas, exaustas de serem “representadas” por gente que defende ideologia, ou seja, que para você ser ouvido e viver bem precisa, obrigatoriamente, defender uma causa, uma bandeira, assumir “um lado” em alguma discussão; b) cada uma das 77.000 estava sem fé e sem voz e acreditava que não valia a pena falar nada, fazer nada ou se ocupar com a mudança geral nas coisas da própria cidade (e vida) porque os caminhos são sempre os mesmos; e estes caminhos levam a nada, pois tem pessoas tirando vantagens de cada etapa da mudança; c) cada uma das 77.000 estava muito ocupada com as dores, preocupações, desafios da própria vida individual para ocuparem tempo lutando por algo que não leva a nada.


Ainda assim, cada uma das 77.000 demonstrou, consciente ou não, de que são abusados pelas relações que existem entre os indivíduos e as empresas, pelas relações entre os indivíduos e o governo, nas relações de consumo - desde comprar um pão até poder estudar e realizar sonhos, pelo sentimento de que somente com muita dor e sacrifício é possível vencer na vida (se é que é possível, disseram elas).


Cada uma das 77.000 disseram que desejam lutar, mudar, viver melhor, criar novas condições para eles próprios, ter uma vida mais justa e mais leve, possuir mais dinheiro, vencer a corrupção que sufoca seu crescimento, construir uma casa, comprar um carro, fazer uma faculdade, viajar, ter filhos, estudar línguas diferentes, conhecer novos amigos, poder sair na rua e voltar em segurança, sentir dignidade no trabalho, sentir felicidade com as escolhas (sem ser obrigado a ceder pela sobrevivência), realizar sonhos, realizar, realizar, realizar. Se não todas essas coisas, um conjunto delas.


Perguntamos então: Por qual motivo isto parece tão cansativo e/ou tão distante? Elas disseram, de forma geral: “Porque estamos secando gelo! Não há novos caminhos, não há como vencer o que é maior do que eu”.


Uma das coisas que aprendemos nos últimos 9 anos lidando com VOCÊ e com todas as outras pessoas cansadas de se sentirem abusadas pelo governo, traídas por promessas de líderes sociais, desconfiadas das empresas e seus produtos, serviços e ofertas, entre tantas outras dificuldades que enfrentam todos os dias (e que não vamos exemplificar, mas está aí no seu pensamento) é que: há a necessidade de despertar a sua necessidade individual, a singularidade do que você pensa, sente, deseja, consome, precisa, espera, quer e despertar VOCÊ PARA VOCÊ mesmo.


O outro aprendizado, testado em 7 Estados brasileiros, é que você não precisa de ideologia e nem assumir um posicionamento político ou social para mudar toda sua realidade. Você precisa compreender como defender seus interesses e necessidades e ter um caminho confiável para isso. Parar de “secar gelo” é uma responsabilidade individual e que deve ser suportada de forma legal, inteligente, sensível e comprometida para que você e as outras 76.999 pessoas/indivíduos alcancem resultados diferentes por caminhos diferentes.


Então, a verdade é que o segundo fato incrível aqui é: nós entendemos sobre você; não tudo, é claro, mas o suficiente para dizer que, se ao final deste texto você se reconheceu, nós temos que conversar mais vezes. Nosso convite é que você esteja conosco nos próximos 2 textos para falarmos sobre: a) Como ser um indivíduo que se defende de forma segura; b) Como encontrar outros indivíduos que pensam como você e estão dispostos a fazer a mudança com você.

Quer compreender melhor sobre a m.EU? Entre em contato conosco pelo contato@clubemeu.com.br e siga lendo nosso blog.


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(Foto extraída de https://goo.gl/images/6FT5ZU)



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