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(01) As pesquisas estão cada vez mais cegas


Não há dúvidas da nossa parte de que pesquisas são fundamentais para todo crescimento. Pesquisar deveria ir além das teses científicas e das regras de negócios, deveria ser um hábito de vida executado até mesmo nas relações cotidianas. Deveríamos pesquisar quando desejamos conhecer os gostos das pessoas com quem nos relacionamos, quando queremos negociar com os pais, filhos, amigos, colegas, chefes, parceiros de negócios e até com o namorado. Pesquisar deveria ser um hábito tão forte que fosse parte do comportamento individual tanto quanto escovar os dentes.


Do nosso ponto de vista pesquisar é ser curioso, investigativo, confortável com o diálogo, detalhista e interessado. Pesquisar é um ato de investigar todo dia as relações, as falas, os gestos, as mudanças e as sutilezas conscientes e inconscientes. Entendemos que, neste novo momento do mundo, pesquisar é mais sobre reafirmar o que já sabemos por convivência do que descobrir algo totalmente novo de tempos em tempos. É mais sobre antecipar o inconsciente coletivo com bastante antecedência – sobre aquilo que até mesmo a convivência nos surpreende – do que esperar pelo surgimento de “pontas de tendências” ou "sinais fracos" e então correr para ser o primeiro a observá-las.


Acreditamos que pesquisar atuais ou novos mercados, por exemplo, é equivocado partindo do princípio de investigar a relação da sociedade observando um objeto de consumo como é feito nas pesquisas de produto, onde o comum é apresentar uma nova garrafa de água para ser analisada por um grupo de potenciais consumidores. Isso se tornou um erro grosseiro de condução da compreensão e captação de novos consumidores e na manutenção dos atuais – usando um exemplo bastante específico e comum.


Por muito tempo este modelo de pesquisa e de investigação funcionou e trouxe grandes revelações sobre padrões comportamentais, padrões de desejos e escolhas e até mesmo sobre qual direção e linguagem deveriam ser posicionados os produtos e serviços de acordo com os graus de influência, determinação de compra e a própria compra em si. Agora já não são eficientes e nem eficazes e a questão é simples: se antes coletivos diziam muito sobre o todo, hoje não mais. Com tamanha heterogeneidade social, indivíduos tem as respostas verdadeiras, grupos não mais.


Então, tais modelos velhos estão muito desatualizados, cegos e distorcidos.

Já não faz mais sentido querer compreender o que lançar no mercado, como ajustar um produto, como crescer nas fatias do seu mercado observando tendências coletivas; elas são uma minoria totalmente tendenciosa e distorcida de tudo o que precisamos saber para vender mais. Já não faz mais sentido observar o que grupos fazem para compreender as tendências de decisões e ações quando o que nos surpreende são mesmo as decisões individuais que foram tomando corpo e quando vimos, já aconteceu e precisamos ser reativos. Isto se aplica no cotidiano das ações de marketing, no lançamento de produtos, na mobilização de novos consumidores, no engajamento para fortalecimento das marcas e, até mesmo, nos negócios voltados à necessidade de mobilizações sociais proativas (ONG’s, associações, inteligência, estratégias de concorrência entre outros).


Respire um pouco e pare para pensar em como as demandas – até mesmo as mais criativas – tem chegado até você com a necessidade de pesquisas reativas. E não vamos tratar reatividade como algo o qual o mercado já se mobilizou e você ficou para trás. Reatividade é também você ser o primeiro do mercado, mas, já estar correndo atrás do próprio movimento dele. Não cabe, não cabe mais pensar e agir assim.

Nós entendemos – e praticamos – que pesquisa é a aplicação de 12 princípios:


1. observar as realidades pela perspectiva da pergunta certa – e quais seriam as perguntas certas?

2. envolver os indivíduos em posição estratégica proativa;

3. investigar pessoas em suas expectativas individuais que superam a observação em grupo de um objeto;

4. estabelecer o mapeamento do mercado de forma pontual da pessoa para ela mesma;

5. chegar ao macro mercado global somente depois de respeitar o mapeamento do micro mercado;

6. ampliar o mapeamento de consumo para consumo social;

7. isolar (não ignorar!) ideologias da “surface”, a minoria ativa, e mergulhar na base do consumo social puro, a maioria não-ativa;

8. usar de tempo presente emocional e de futuro pelo comportamento planejado emocional e tático;

9. comparar pessoas e suas referências de consumo somente sobre e com elas próprias;

10. identificar e determinar aderências de consumo social e de atividade;

11. antecipar o inconsciente coletivo por similaridades de singularidade do indivíduo-individual;

12. estabelecer conexões proativas com marcas, produtos, serviços e necessidades investigativas.


Depois de ler isso tudo, faça um exercício em seu pensamento até o próximo texto: a) Digamos que você tenha 15% da fatia de mercado do seu segmento; b) Digamos que você tenha 100 concorrentes (pode ser mais, pode ser menos do que isso) que somados estão com 25% da fatia de mercado. Isto quer dizer 60% do restante do seu mercado está em algum lugar e não escolheu ninguém; Se são todos clientes potenciais (ou já consumidores) do mesmo segmento, por qual motivo você tem apenas 15%?


Um outro exercício: a) Digamos que você lida todos os dias com os mesmos públicos: clientes, imprensa, fornecedores, comunidades, empregados, investidores, entidades de classe, prestadores de serviços entre outros; b) Digamos que você depende de um (ou mais) destes grupos de uma tal forma que, caso aconteça algo inesperado, é inevitável sofrer impactos negativos e até se sentir refém da situação; Por qual motivo você ainda é pego de surpresa?


Se você quer saber mais sobre a m.EU e nossos modelos de pesquisa, mapeamento territorial e mapeamento de consumidores, entre em contato conosco pelo contato@clubemeu.com.br


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(Foto extraída de https://goo.gl/images/WdGiQj)

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